quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Um amante berbere, Um homem arabe para chamar de seu - Parte 62° - Fri & Addi - "Um mergulho nas lembrancas do deserto"

http://www.classicf
m.co.uk/music/david-garrett/13/
http://youtu.be/wcyrHtOLu6g

Esse vídeo é para o Addi, aonde ele esta sei que podera apreciar junto comigo "Claire de Lune" na interpretacao de David Garret -esse magnifico artista.
Pena que ele faz parte do sistema, mas nao posso negar o seu majestoso talento .

David Garret é filho de um juiz alemao e de uma bailarina americana.
Ele toca divinamente seu violino, que aliás custa uma fortuna, mistura rock com clássico e é um jovem muito bem humorado!
Ele também tem umas covinhas ao sorrir muito charmosas, nao tao profundas quanto as do Addi, mesmo assim adoro ve-lo sorrindo, contagia!

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Lembrando do tempo que estive com Addi no deserto

Marrocos - em algum lugar de algum deserto.....





Certamente eu ainda pensava no porque dele ter me deixado sozinha no deserto.

No balanco do animal em que eu estava, eu olhando para a areia que se movimentava abaixo das patas do animal que ia a frente... mas, eu estava com minha cabeca cheia de questoes.

Pensava em tudo que aconteceu entre nós até ao dia em que ele simplesmente me deixou no deserto sozinha.
Pensei e pensei -lembrei de todas nossas atitudes e palavras.

Nao consegui captar nada em sua atitude que demostrasse raiva ou sinal de que ele estava cansado de mim.

Levando meus pensamentos mais para trás, tentei visualizar meu comportamento nos últimos tempo em que estava com ele, ate o dia em que ele me deixou e partiu do deserto.

Eu remexia nas lembrancas, fucava no arquivo das minhas memórias como se buscasse uma resposta arquivada ou algo que me escapou a atencao - eu tinha que achar a presenca de falhas minhas para com ele ou algum comportamento meu que tivesse acionado algum sentimento ruim dentro dele, so assim teria motivo para ele me abandonar naquele dia no deserto - daquela maneira!

Pois é...aparecia nas minhas lembrancas apenas aquele dia - o dia em que eu fiquei a me olhar no espelho com grande rejeicao ao meu corpo...

Essa foi sim uma atitude que ele nao esperava de mim - lembrei do quanto ele parecia ter ficado decepcionado comigo, mas nada falou sobre isso, ao contrário tentou me levantar e me fazer sentir segura do seu amor.

Ou será que seus olhos falaram algo mais profundo do que suas palavras, será que ele falou com os olhos e eu nao percebi?

Mas, pensando bem Addi nao era homem que tinha mágoas guardada, nao costumava esconder sentimentos, ou salvar sentimentos estranhos ou ruins, se tivesse algo que estava nos prejudicando ele teria demostrado, falado, discutido.

Ele sempre me dizia que existia algo muito similar em nós dois, nós considerávamos os maus sentimentos, ou sensacoes ruins como estrangeiras a nossa natureza e assim tentavamos eliminar de dentro de nós sem nunca transmitir isso as outras pessoas...portanto se ele tivesse algo teria falado sim.
Por um momento sua voz me trouxe de volta para o presente, ele falou comigo

-Are you ok habiby? ( tá tudo bem habiby?) ele me perguntou, me olhando daquela maneira, como estivesse tentando descobrir o que se passa comigo, no meu interior.

-Oh! I am ok Addi, dont worry, just I think (Estou bem Addi, nao se preocupe, apenas pensando)

-Thinking about what? (pensando no que ?)

-About us, only good things. ;) (sobre nós, somente boas coisas) ;) e sorri para ele

Nao queria contar no que eu pensava naquele momento, nao achei apropriado!

Pelos olhos dele, com aquele verde que se tornava mais intenso quando o dia era iluminado, percebi que ele sabia bem no que eu pensava, mas evitou comecar um diálogo sobre isso enquanto adentrávamos para alguma parte daquele deserto que eu nem sonhava onde fosse, afinal tudo parecia tao igual, profundamente silencioso, livre e ao mesmo tempo tao secreto.

O deserto tao imensamente livre as vezes parecia cercado de segredo - aquele deserto, segredos secretos que iam tomando cada vez mais proporcoes enormes, se tornando tao imenso...a presenca invisivel do deserto, a presenca desse mundo secreto dentro do livre, as vezes parecia mais me levar para um labirinto.

Voltei a me concentrar nas minhas dúvidas.

Entao passei a pensar nas suas palavras, naque dia em que fiquei me sentindo "down" - feia,velha e todas essas coisas bobas - e como num filme consegui voltar para trás, faze-los em "slow motion" e segurar os momentos na mente e enfim vi, que sim - ele tinha se desapontado ao me ver naquela maneira - apesar de toda sua dedicacao e entrega para mim, eu o desapontei.

Ele nao me queria inserida de novo nas ciladas do sistema, pois as vezes a gente afunda mais do que antes e nao se consegue voltar a tona sem seqüelas.

Ele nao me queria insegura de mim mesma por que isso poderia representar minha fuga, eu poderia usar isso como válvula de escape e criar motivos para me negar a viver com ele ou enfrentar tudo que iria aparecer, para junto com ele estar- e vivenciarmos o que deveriamos, sem medo do que "outros falassem ou pensassem".

Ele olhou-me de novo, seus olhos verdes refletiam mais brilho que o próprio sol, eu sentia que daqueles olhos o amor por mim estava tao nítido, tao a vista, esse mesmo amor agora parecia advinhar no que eu pensava, ele se preocupava - eu sabia.

O amor tem um certo dom para levar as pessoas advinhar e perceber o que o Ser amado pensa ou sente - o amor e infinitamente mágico! mas eu nem mesmo dei credito a essa minha percepcao, do grande amor dele para comigo, me banhava nas duvidas nos questionamento.

Sorri para ele, para desarmar as dúvidas que ele pudesse ter, ele devolveu o sorriso, com aquelas covinhas mais lindas desse mundo, aqueles dentes alvos e tao perfeitinhos -como sao lindos os dentes dos jovens de hoje em dia.

Nao sei se voces perceberam, mas antigamente nós tinhamos dentes um pouco diferente dos jovens da atualidade, eu gosto...parecem que estao mais para frente - os dentes da frente.

Bom, mas ja to eu me desviando...me deixa voltar no tempo.

Eu sabia que ele me devolveu o sorriso, mas ainda continuava a tentar decifrar meus movimentos, atitudes e acoes.

Na nossa frente ia as outras pessoas que fariam parte de nossa jornada - por que sera que alguns estavam de azul, e outros de marrons?
Tinha que perguntar ao Addi.
Bom, e assim íamos nós, pelo deserto a dentro até onde Addi tinha programado nos levar...

Aquela fila de homens e camelos desenhava na areia uma grande sombra que se movimentava de um jeito serpentino e cadenciado.

Eu naquele balanco comecava a sentir meu corpo reclamar...
Por sorte que as indagacoes estavam surtindo como anestesia, enquanto eu me mantivesse presa naquela confusao de duvidas o corpo concentrado nisso tudo, nao se desveria muito cedo para a atencao das dores.

Ah! eu tinha tantas coisas a perguntar, nao sabia se devia ou se era melhor me calar.

Como eu podia quebrar a magia do que nos aconteceu depois que ele voltou e me tratou daquele jeito na tenda justamente quando eu estava sofrendo de novo e como sempre de calafrios intensos - e tudo que senti, toda a recepcao de sentimentos, nao poderia estragar tudo isso.

E quando senti nossas energias se tornando única - e apenas Uma - uma unica energia dentro de nós mesmos e que nos unificava e nos tornava tao perceptivos...

Sim, eu nao sabia mesmo se deveria dar prosseguimento a qualquer questionamento sobre o porque dele ter me deixado naquele dia no deserto.

Mas, mesmo que eu nao queria eu estava cheia de duvidas e querendo questiona-lo, pensei melhor e continuei a pensar comigo mesmo...

No balanco que o animal fazia ao andar pelas dunas, eu sendo levada por aquele ritmo que moia meu corpo todo, nem mesmo estava conseguindo me concentrar no desconforto, tomada do jeito que eu estava por esses pensamentos, por minhas indagacoes mentais.

Ah! pensamentos em forma de questionamento - formando blocos de dúvidas e as vezes de respostas.

Dai que lembrei de mais coisas - e houve mesmo alguns minutos que eu tive resposta.
Mas, sempre eu caia nas lembrancas daquele dia, do dia em que o desapontei.

Nao tinha mais dúvidas, era por causa da decepcao dele para comigo, pois eu me deixei levar pela vaidade demasiada, manipulada pelas ciladas do sistema, eu desejava fazer cirurgias plástica, eu cai na depressao e fisgada pelo tormento de "envelhecer" e ser julgada por estar com um homem tao mais novo, lindo e rico - eu nao queria ser rotulada de nada, queria mesmo estar altura dele, de merecer viver aquele relacionamento sem dar margem e nem chances para outros apontarem o dedo.

Sim era isso mesmo!

Seria mesmo por causa disso? Of course Fri, tinha que ser - me contentei me respondendo assim.

Lembrei-me de como ele reagiu quando me viu daquele jeito.

(aqui está a postagem do dia em que ele se foi me deixando sozinha - http://amandonoegitolovinganegyptianii.blogspot.com/2011_09_01_archive.html#5807875712661205078 )

Para nao me afundar demais na dúvidas das dúvidas daquele jeito em que eu estava desviei meus olhos do chao e do nada ao meu redor - que eu fitava as vezes sem perceber - e passei a me preocupar em olhar para ele, muito melhor fitar aquele homem, aquele berbere elegante e misterioso naquela vestimenta, muito melhor fitar aquele meu lindo e charmoso Addi.

Ah! esses homens do deserto - parece que essas roupas os torna sempre mais misteriosos, magneticos...

Hei! perai...pensando bem nao eram todos que passavam essa impressao NAO, mas o Addi passava e nao somente para mim - ainda que ele nunca nem pensasse em ser misterioso ou elegante - na verdade ele gostava de ser bem claro, bem aberto, sem mistérios - sempre dizia que coisa escondida e coisa perigosa e sempre ria dessa frase rs rs rs.

Addi com aquele porte elegante, com suas vestimentas berbere, seu turbante tao impressionantemente enrolado na cabeca, sua túnica longa de corte perfeito, ele todo de branco e alguns detalhes marrons e preto...

Addi que belo homem voce era, que belo amor eu tive e deixei passar, mas está tudo ainda vivo dentro de mim,voce sabe agora, eu sei que voce sabe!

Essa imagem dele me fez perder prazerosamente alguns minutos para apreciar sua beleza - que ele mesmo nem se importava, mas que assim mesmo surtia grande efeito nas pessoas ao seu redor, principalmente em mim.

O que o tornava ainda mais belo aos meus olhos era exatamente essa falta de apego que ele tinha pela própria beleza física, pela simplicidade de ser o que ela era, o jeito doce e amoroso de se relacionar com as pessoas e a vida.

Sua beleza interna e a externa cresciam e se expandiam de forma gradiosa, mas ele continuava sempre o mesmo, nunca teve um so momento que eu pudesse dizer
- ah! finalmente um defeito igual aos dos outros tantos que conheci.

Eu, com meus medos e receios estava sempre tentando ver se conseguia detectar alguma falha no seu carater, palavras ou atitudes - e acho que isso me atrapalhou muito, esperar que uma hora qualquer eu pudesse dizer a mim mesma

- Fri, voce tava certa, ele e igual a todos, ele estava fingindo, ou mentindo, ele só quer te usar, ou sei lá...

Sabe depois de tantas experiencias ruins, por mais que Addi se dedicava a mim- e me dava cada dia mais motivos para eu cair aos seus pés e pedir desculpas por pensamentos tao sórdidos para com sua pessoa -eu duvidava de tudo e todos, eu estava marcada pelas experiencias erradas com as pessoas erradas, eu estava tao marcada que temia passar pelo mesmo de antes, pelo mesmo que sempre passei .

Ah Addi, me desculpe, perdoa-me Habib - como pude, como pude?????
Outros nao souberam me amar, nao souberam cuidar de mim tao bem quanto voce o fez, eles nem mesmo se preocupavam se eu sofria, chorava ou me perdia em mim mesma.
Outros nem ligavam pros meus traumas que voce quis curar, outros nunca me disse as palavras que voce disse, nunca tomaram minhas dores com deles, nunca foram para comigo tao sinceros, fieis, cumplices, amorosos como voce sempre foi.
Addi, nothing compares to U, nobody compares to U, you re my everything!
- nada se compara a voce, ninguem se compara a voce, voce é tudo para mim, minha coisa toda!

Continua....



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